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Tratamento
Os sintomas sumiram! Preciso tomar os remédios?

A Doença Inflamatória Intestinal não se manifesta de forma constante: ela aparece em períodos.

Em algumas épocas o paciente pode parecer curado e levar uma vida normal, é o chamado período de remissão, em que a DII causa poucos problemas. Algum tempo depois, no entanto, pode começar uma crise aguda. Cada um desses períodos é variável de pessoa a pessoa: o período de remissão pode durar apenas alguns dias ou até mesmo meses e anos. Mas não se esqueça: a DII é uma doença crônica e pode reaparecer a qualquer momento. Por isso, o doente deve manter sua rotina de consultas e exames e continuar tomando os medicamentos da forma como o médico prescreveu.

Estou tomando remédios demais!

O tratamento é extenso, sim, e exige muitos remédios e um grande número de comprimidos porque a doença inflamatória intestinal é realmente complexa: ela pode se localizar em uma ou várias porções da parede do intestino e do tubo digestivo, envolver toda a espessura da parece intestinal, ser mais ou menos extensa e causar uma série de complicações, como dor, febre, sangramento retal e o surgimento de fístulas e abscessos. Além disso, ela pode acarretar em problemas de nutrição, uma vez que o intestino é responsável pela absorção dos nutrientes encontrados nos alimentos. Sendo assim, a medicação cumpre uma série de funções, como controlar a inflamação, corrigir eventuais problemas nutricionais e aliviar as dores abdominais, diarreias e sangramento do reto. Todos esses medicamentos vão tratar os problemas específicos, e cada um deve ser tomado nos horários indicados, de acordo com sua função. Portanto, a rotina deve ser mantida até que o médico faça alterações. Além disso, se a desnutrição for muito séria, talvez seja necessário tomar soro ou iniciar uma superalimentação, além de repor os líquidos perdidos em função das diarreias. O objetivo deste tratamento tão complexo é um só: fazer com que você recupere a qualidade de vida e supere no menor tempo possível os períodos de crise.

Dá pra prevenir as recaídas?

Até 80% das pessoas que têm doença de Crohn registram recaídas em um período que varia de um ano e meio a dois anos. É importante saber que estas recaídas podem ser provocadas pelo uso de anti-inflamatórios não hormonais, como a aspirina. Este medicamento causa uma séria de reações no intestino, como o aumento da permeabilidade intestinal, que desencadeiam a crise. É importante lembrar que diversos medicamentos podem conter anti-inflamatórios não hormonais em sua composição, inclusive antigripais de maneira geral.

As recaídas podem começar também quando há outras infecções que comprometam a imunidade intestinal. Além disso, o cigarro também predispõe a recaídas na doença de Crohn e recomenda-se a todos os paciente que parem de fumar.

O tratamento deu certo!

O tratamento na hora certa com os remédios corretos, aliado a uma dieta equilibrada para o seu caso, geralmente produz uma melhora importante e alivia os sintomas da doença inflamatória intestinal. Lembre-se que a DII não impede as pessoas de levar uma vida normal e a maioria trabalha, pratica esportes, viaja, estuda e se diverte quando consegue manter a doença sob controle. Por isso, lembre-se sempre que o objetivo do tratamento é combater a inflamação, e esticar pelo maior tempo possível o período de remissão da doença, tornando as crises cada vez mais raras. Sem os sintomas, a vida volta ao normal.

Referências:

Kuhbacher T, Fölsch UR. Practical guidelines for the treatment of inflammatory bowel disease. World J Gastroenterol 2007, 28; 13(8): 1149-55.